Rodrigo Azevedo: Fotografia de dar água na boca


Rodrigo Azevedo: Fotografia de dar água na boca

Um bom fotógrafo de gastronomia pode te deixar com água na boca. Já um profissional como Rodrigo Azevedo é capaz de fazer você se sentir virtualmente na frente daquele prato, quase a ponto de sentir o seu cheiro.

Rodrigo conta que a fotografia surgiu em sua vida no mesmo ano em que iniciou a faculdade de desenho industrial. Contratado como 2° assistente de um fotógrafo, ele ficava o dia inteiro no estúdio, sem hora para sair. “Tive que escolher e acabei optando pela fotografia”. Depois de um período no Jornal de Bairros do Globo e outro em carreira solo, partiu para uma temporada de três anos em Nova York. De volta ao Brasil, foi trabalhando para o caderno Globo Serra que descobriu a paixão pela fotografia gastronômica. “Pra mim era a melhor parte, mas era o terror dos repórteres que não gostavam de escrever sobre o arroz arbóreo ou sobre os mini legumes (risos)”. Inspirado por Henri Cartier Bresson e Francesco Tonnelli, Rodrigo é o responsável pelas fotos dos pratos do Entretapas. Conheça um pouco mais dele e do seu trabalho na entrevista abaixo.


O que a fotografia de alimentos e bebidas precisa transmitir?
Água na boca. A vontade de querer aquele prato, naquela hora. Sempre que fotografo uma sugestão do cardápio, seja ela de um bar ou de um restaurante cinco estrelas, tento passar o detalhe do elemento principal daquela composição. Pode ser a textura da carne ou o colorido e a decoração de um drink, mas sem perder a noção do produto como um todo. A batata frita do hambúrguer, por exemplo, pode ficar desfocada, o que realça mais o sanduíche.


Quais as dificuldades de fotografar este tipo de “objeto”? 

Sinceramente, eu não vejo dificuldades. Eu trato o meu “modelo” como se fosse um produto que tem uma forma bem definida e tento tirar proveito. Às vezes uso alguns ingredientes na composição, mas deixo bem definido qual é o elemento principal. Dependendo do produto e do ângulo que ele está sendo fotografado, esses elementos secundários têm que estar mais presentes, o que ajuda bastante na composição.


Como é o seu processo criativo? Você pede ao cliente para conhecer os pratos antes de fotografá-los? Faz alguma pesquisa prévia? 

Raramente isso acontece, por falta de tempo de ambas as partes. É um gasto que o cliente vai ter na apresentação dos pratos que eu não acho necessário. Gosto de chegar no local e dar uma olhada nos elementos que possam me ajudar nas composições: um tampo de mesa interessante, a louça que às vezes pode ser empilhada, um guardanapo bonito e até mesmo uma parede do salão.


Qual o trabalho que lhe deu mais orgulho até hoje e por quê? 

Essa pergunta é difícil de responder. Raramente você sai de um dia de trabalho com todas as fotos maravilhosas. Tem chefs de cozinhas que sabem muito bem trabalhar a apresentação de seus pratos, o que facilita para o fotógrafo. E mesmo assim, alguns desses pratos que são lindíssimos ao vivo, às vezes não fotografam bem, por terem muitos elementos ou por qualquer outro motivo. Por outro lado, pode ser que a coxinha de galinha ou o croquete de carne simples me tragam material para o portfólio.

 

Trabalhos de Rodrigo Azevedo para outros restaurantes:

Entretapas-FotosRodrigoAzevedo-Thumb-Blog-07

 

Entretapas-FotosRodrigoAzevedo-Thumb-Blog-06

 

Entretapas-FotosRodrigoAzevedo-Thumb-Blog-08

 

Entretapas-FotosRodrigoAzevedo-Thumb-Blog-09

 

Trabalhos de Rodrigo Azevedo para o Entretapas:

Entretapas-FotosRodrigoAzevedo-Thumb-Blog-11

 

Entretapas-FotosRodrigoAzevedo-Thumb-Blog-03

 

Entretapas-FotosRodrigoAzevedo-Thumb-Blog-04

 

Entretapas-FotosRodrigoAzevedo-Thumb-Blog-05

 

Entretapas-FotosRodrigoAzevedo-Thumb-Blog-01

 

Fotógrafo Rodrigo Azevedo.
Fotógrafo Rodrigo Azevedo.

+ There are no comments

Add yours